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Published: 2011-07-26 20:14:15 +0000 UTC; Views: 644; Favourites: 1; Downloads: 0
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Description
O dia amanheceu, mas devido as nuvens cinzas e negras que cobriam o céu, nenhum raio de sol iluminou o lugar. Era sempre assim naquela região. As terríveis ações feitas pelo [[wowwiki:Arthas|antigo príncipe]] levaram o reino a ruínas. O que antes era uma bela floresta, não passava agora de um cemitério, tomado por mortos-vivos, espíritos e bestas demoníacas.Porém, com tanta destruição e caos, ainda existiam aqueles que resistiam. E aos pés da montanha estava a Sagrada Igreja, sede da Aurora Prateada do Leste. E ao seu redor um acampamento onde as forças da organização mantinha-se. A troca da guarda era realizada. Aqueles que ficaram acordados vigiando iam para suas camas, enquanto aqueles que dormiram, levantavam-se para realizar a vigília.
No meio das tendas havia um conjunto de mesas, onde os homens e mulheres sentavam-se para o desjejum. Arguss já estava sentado desfrutando de uma taça de vinho e um bolo de framboesa. Junta-se a ele, Lexar e Gilsus que já estavam dialogando sobre a aquisição de itens mágicos. Não demorou para Raak e Uthred aparecerem trazendo consigo uma travessa de maneira contendo toucinho.
O aperitivo foi rapidamente devorado por todos, forçando o paladino a levantar-se e buscar mais. Raak foi junto para buscar a cerveja. E na volta dos dois, veio Unir com duas mochilas bem carregadas. Uma vez sentados e desfrutando o pernil assado que Uthred conseguiu pegar, Arguss veio a perguntar para o arqueiro.
- Para que as mochilas Unir?
- Para a jornada a qual seremos enviados.
Raak interrompe sua conversa com o paladino e olha para o arqueiro - Que jornada?
Silverblade olha para cada um de seus colegas - Aparentemente a Aurora Prateada do Oeste vai nos fazer uma visita. E advinha que irá recebê-los?
Gilsus responde com um tom de desagrado - Os recrutas?
- Exato! Então já peguei o essencial para nossa viagem.
Arguss questiona com curiosidade - O que seria o essencial?
- Corda, ração, cobertor, estrepes, sinos, arame, rede de pesca e bússola.
O ex-assassino faz um muxoxo e sinaliza com a cabeça seu desagrado. Unir abre um sorriso e diz - Mas é claro, se acharem que devem levar algo a mais, por favor, façam-no. Mas sejam rápido, pois em alguns momentos seremos convocados.
Lexar até então calado pergunta - Como sabe de tudo isso elfo?
Ainda com o sorriso em sua face, Silverblade levanta-se e responde antes de sair - Sou amigo do comandante Gimily.
Com as rédeas em suas mãos, Gilsus guiava a carroça. Silverblade ficava na traseira perceptivo a tudo que ocorria. Os demais ficavam a volta protegendo. A tarde já estava começando, e eles tinham muito caminho para seguir. Gilsus começou a resmungar demonstrando sua frustração.
- Siga para a costa leste, o comandante ordena... Sua equipe cuidará dos suprimentos... Ou seja, o pior fica sempre comigo...
Arguss suspira cansado - Cacilda Gilsus! Não sei o que é mais cansativo, você resmungando ou a viagem.
Gilsus olha com uma face de poucos amigos, mas nada mais fala. A jornada prossegue com pouca conversa entre o grupo. Eles estavam preocupados com o que viriam a encontrar, e certamente com o tempo que levaria para chegar no objetivo. Apesar de seguirem pela estrada principal, não significava que estavam seguros. Muto pelo contrário, eram agora alvos visíveis e atraiam muita atenção. Arguss sabia daquilo, devido suas experiências como assassino, e começou a expressar sua preocupação para os demais.
- Tínhamos que sair da estrada. Somos alvos fáceis demais.
Raak replica - E ir por onde? As colinas repletas de escombros de antigas batalhas, onde a carroça não consegue passar?
Gilsus complementa - Ou pela floresta cujas criaturas foram transformadas em monstros?
- Apenas estou dizendo que aqui atraímos muito mais atenção. E não é como se estivéssemos indo em uma velocidade considerável.
Uthred relembra a todos - A segunda equipe foi mais a frente para liberar o caminho. É possível que em breve receberemos boas notícias.
- O que vem a frente não denota caminho livre - Afirma Lexar apontando para frente.
A uma distância considerável, mas ainda visível, estava uma alcateia devorando uma carcaça. Não eram lobos, pois eram desprovidos de pelo, e sua pele era vermelha. Seus dentes eram exageradamente grandes, e um par de chifres saia de cada uma de suas cabeças. Os animais pararam de comer para olhar a aproximação do grupo. Alguns rosnavam e outros latiam. Eram oito deles, e aparentavam estar ainda famintos. O paladino e a guerreira já estavam para sacar suas armas, quando eles escutam um grito.
- Bola de fogo! - Gilsus exclamou e de suas mãos, direcionadas para a alcateia, sai uma enorme esfera flamejante. A magia acerta rapidamente os oito animais, onde apenas dois conseguem dispersar para as laterais fugindo. Os outros seis morrem queimados.
Raak olha para o feiticeiro com raiva nos olhos - Você é definitivamente um empaca-foda.
Arguss complementa - Liiiiiiiiindo! Agora todos sabem que estamos aqui.
- Estava entediado - Retrucou Gilsus, enquanto ordenava os cavalos continuarem a puxar a carroça - E agora podemos passar.
As estradas tornaram-se inseguras depois que o grupo encontrou uma escolta armada de esqueletos. Derrotá-los foi uma tarefa fácil para o clérigo, porém todos sabiam que aquilo não era para acontecer, o que significava que a segunda equipe falhou. Silverblade como um experiente rastreador deu início a uma busca por novas rotas, e rapidamente as encontrou. Liderou a comitiva pela floresta, evitando conflitos desnecessários, mas não conseguindo avançar contra o tempo. Logo a noite caiu e foram forçados a encontrar um espaço para dormirem.
Suas orelhas grandes tremem quando escuta algo a longe, e assim que confirma o cheiro salgado no ar, Unir avisa aos demais - Estamos próximos da costa. Ao amanhecer poderemos chegar lá e receber a Aurora do Oeste.
Gilsus puxa um cobertor do carregamento e deita onde até então estava sentado. Murmura algumas palavras, mas logo apaga. Raak puxa um machado pequeno e dirige-se para floresta, mas Lexar entra em seu caminho com seriedade na face.
Ele pergunta - Onde pensa que vai com o machado Raak?
- Pegar madeira para a fogueira ora.
- Deixe que eu vou. Você vai chamar atenção com este machado.
A guerreira não contestou. O clérigo virou-se e dirigiu-se para a floresta. Quando já estava afastado Raak vira-se para os demais e pergunta.
- Qual é a dele?
Arguss responde - Ele não deixa de estar certo.
Uthred complementa - E além do que é um servo de Obad-hai.
Raak faz um muxoxo e senta-se no chão. Silverblade começa a fazer flechas. Arguss fica a preparar um cigarro, e o paladino começa a rezar. Faziam o máximo de silêncio pois não queriam atrair atenção. Em breve o clérigo voltou, trazendo consigo varetas, palha e troncos decrépitos. Não os carregava, muito pelo contrário, parece ter invocado dois asnos e estes que traziam o material. Ninguém reclamou, apenas pegaram a lenha e armaram a fogueira. Aquele certamente foi seu maior erro.
Não demorou muito para a fumaça e a luz chamarem pelos habitantes da floresta. O som de rosnados e rugidos. O grupo levantou as pressas e colocaram-se de costas para a carroça e atrás da fogueira. O inimigo parecia ser composto por animais grandes e ferozes. Pisadas pesadas tremiam o chão, e a imaginação do grupo fez o resto. Viam-se cercados, e provavelmente o que estivesse atrás das árvores eram mortos-vivos. Gilsus acabou acordando por conta das pisadas, e mau-humorado como estava, fez o que nenhum de seus colegas queria.
- Muraaaaaaaaalha de fogo! - Exclamou apontando suas mãos para a floresta.
Uma parede de fogo surgiu magicamente, e impediu com que qualquer criatura avançasse. Não havia tempo para argumentar, aproveitaram a deixa para fugir, levando consigo nada mais que seus pertences. A carroça e os suprimentos provavelmente seria mais interessante que seis pessoas. No entanto, não foi o que ocorreu. Um agrupamento do inimigo destacou-se e perseguiu a comitiva. Todos correram o máximo que podiam, e Lexar junto com Gilsus lançavam magias para atardar o inimigo, mas nada parecia surtir efeito.
Finalmente encontraram uma caverna e lá entraram. Possuia uma entada estreita, onde apenas indivíduos com no máximo um metro e oitenta e noventa quilos conseguiriam entrar. Unir e Uthred, ambos de raças grandes - um elfo da noite] e o outro um draenei - tiveram seus problemas, mesmo assim no desesperado tudo é feito. Embora com estreita entrada, o interior da caverna era maior. O grupo armou sua defesa ali e aguardaram pelo pior. Os adversários do lado de fora pareciam agitados, mas então tudo calou e apenas uma voz, grave e retumbante, fez-se presente.
- São de fato um bando de fracos estes membros do Leste. Acho que meu relatório será uma péssima notícia para o Lorde Gestald.
Lexar olhou para Uthred e sussurrou - Qual o nome do nosso superior mesmo?
O paladino respondeu em voz baixa - David Gestald... Lorde David Gestald.
A voz do lado de fora recomeçou - Andem! Saiam dai. Ou devo retirá-los a força?
Todos se olharam, mas apenas Raak deu o primeiro passo, resmungando consigo mesma - Estou cercada por covardes...
Arguss comentou na linguagem usada no submundo - Primeiro as damas, ora.
Um a um eles saíram, e uma vez fora, deparavam-se com uma comitiva de seus quinze indivíduos. Cinco orcs, cinco taurens e cinco trolls da selva. Todos armados e rindo do grupo. O líder, no entanto, era o mais chamativo, pois era um Lorde da Cripta. A criatura era sem dúvida um morto-vivo, logo que o seu próprio odor era decrépito. Este observou por seus três pares de olhos os seis aventureiros e os castigou com um belo sermão.
Era o típico sermão de oficial superior para um soldado. Os seis estavam envergonhados pelo ocorrido, mas furiosos por terem sido enganados. Não responderam, apesar de que quisessem. E foram anexados a divisão da Aurora do Oeste. O dia seguinte seria movimentado, uma vez que os aliados traziam uma terrível notícia: O Rei Lich ordenou que um grande contingente de suas tropas fosse até os Reinos do Leste e atacasse a sede da Aurora Prateada do Leste. A ordem havia sido feita a quatro dias, o que significava que no dia seguinte, o grupo haveria de lutar.
Exceto por Gilsus que dormiu junto com os demais conjuradores da divisão, os demais estavam exaustos por terem madrugado. Foi a punição que Lorde Akrius encaminhou ao grupo. E não tiveram oportunidade de irem dormir, ao invés disso seguiram em marcha com o restante da divisão. Quando estavam com as mochilas prontas foram abordados por um mensageiro. Era um alto elfo, e trazia consigo uma ordem para os aventureiros.
Ele disse em tom sarcástico - Lorde Akrius tem uma ordem para vocês.
Arguss resmunga em resposta - O que aquela barata velha quer agora?
O mensageiro continua - É mais uma escolha do que uma ordem na realidade. Vocês podem optar por vir com a divisão para enfrentar o flagelo, mostrando-se úteis no campo de batalha...
Lexar questionou intrigado quanto a segunda opção - Ou?
- Ou podem voltar para a sede do Leste a fim de dar a mensagem e relatórios de Lorde Akrius ao Lorde Gestald.
Todos entre olharam-se, mas certamente já tinham uma resposta em mente. Gilsus, que se aproximava, deu a resposta - Eu irei levar os relatórios e a mensagem de Lorde Akrius. Quanto a meus colegas, eles vão se juntar a divisão.
O alto elfo apenas consentiu, entregou a bolsa com os pergaminhos para o feiticeiro e afastou-se. Um por um, os membros do grupo passaram pelo colega e agradeceram pelo seu ato. Gilsus em seguida partiu dali, conjurando a magia voo em si mesmo. Os demais juntaram-se as fileiras e partiram para a batalha.
Durante a viagem de volta Gilsus contemplou uma visão, não muita atrativa, mas ainda interessante da região. Observou o litoral e percebeu a aproximação de seis grandes embarcações. Cruzou as montanhas, logo que voar não o impedia de nada, e foi neste momento que deparou-se com uma cena desagradável. Uma gigantesca necropolis sobrevoava o topo da montanhas, as mesmas cujos "pés" serviam como base para a Aurora do Leste. Seria aquilo uma manobra ofensiva do Rei Lich? Gilsus não fazia ideia, mas adiantou-se para a sede, a fim de avisar sobre mais uma chegada inesperada.
